Ricardina Leads the Way for Sustainability

Ricardina Maria Osorio Vieira grew up in a small town in the shadow of Mount Namuli ­— so it should not come as a surprise that she has chosen to spend her career protecting the mountain ecosystem that was such a big part of her childhood.

As a part of our Namuli field team, Ricardina has been an invaluable part of building relationships with local communities, securing land tenure and initiating new activities for the beekeepers, seed-savers and more. Meeting the challenge of protecting the world’s most important mountain biodiversity takes constant learning and adaptation— and no one personifies this love of learning better than Ricardina.

Earlier this month, she sent me an update about her leadership in our cassava project— one of the most important crops farmers grow on Mount Namuli and beyond— and our team’s work to help local farmers identify new cassava varieties that are tolerant to common diseases that plague the current cassava crops.

It has always been one of Legado’s priorities to invest in local experts like Ricardina.  As you read her update from the field (we’ve also included her original update in Portuguese at the bottom), I hope it gives you a picture of our work on Namuli, but also inspires you, as it does us, to try what might seem hard in order to forge new relationships that will help make a thriving future for us all.

Best,

Majka Burhardt

There are so many things that I would like to share, but I will write about what impacted me most during the month of August.

This month I had a great challenge with the three communities of Murrece, Chipe, and Curuca during the preparation of fields.

First, I had to present the objectives regarding cassava activities to the community farmers. These were to test healthy cassava cuttings and improved varieties in the mountain climate to combat the spread of the African Cassava Mosaic Virus. It was not easy… At first, I was so nervous that I froze in place. I was so cold I could feel it in my heart, but when I was presenting the material in front of them, it was much simpler than I thought it would be.

In order to select volunteers for this activity, we passed around a journal where each interested farmer could leave her/his name to later be integrated into the selection.

I learned that to collaboratively build a demonstration field, everyone that is involved needs to participate in the activity with aligned communication, and it is my responsibility as the technician to provide all of the information necessary. After we designed the demonstration fields, I supported the farmers to prepare the eight fields for planting.

Following our field preparations, we received a visit from the Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM; Mozambican Agricultural Research Institute). During this visit, we exchanged experiences, particularly in relation to plant spacing. We debated the technical details of plant spacing and size of plant basins in the fields, due to the slope that is characteristic of the Namuli region and the district of Gurué. We distributed the cassava cuttings to the farmers and the activity was a success.

I think it is because of this work that our project relations with Chipe and Curuca have become better. Recently I see we’ve all been working together to be what we call “above the line.”

It is because of experiences like this that I am happy with my work. Each day is a learning experience.

At the end of this month I now have two main facts about cassava that are engraved in me: [We must] fight against the mosaic [referring to the African cassava mosaic virus] and root rot.

In the future, I would like to be a Cassava Researcher. Cassava is a very important crop for the population of Mount Namuli. The results of our improved and local varieties of cassava must be saved so that we can multiply the healthy cuttings to reduce hunger in our community.

From today forward, I feel confident to host trainings on the cassava crop. The work was tiring, but it was worth it to lead the whole process, from the disclosure of the objectives, volunteer selection, campaign launch, reception, and distribution of the cuttings, and the planting.

Each one of these steps is recorded within me. I write these words with love and I will not stop here. I will continue to study and research because there are so many powerful things to learn about that I did not know.

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Perspectivas do Campo: A Ricardina Lidera o Caminho para a Mandioca | Versão Portuguesa

Existem tantas coisas que preciso dizer ou escrever, mais vou escrever o que mais me marcou durante o mês de Agosto. Obrigada pela oportunidade.

Durante este mês, tive um grande desafio com três comunidades que são Murrece, Chipe e Curuca na preparação dos campos.

De principio tinha que apresentar os objectivos da atividade sobre a mandioca pelos produtores da comunidade.  Era para avaliar estacas de mandioca e variedades melhoradas no clima das montanhas para combater o vírus do mosaico africano da mandioca nas machambas.  Não foi fácil… Fiquei gelada e apanhei um frio no coração. Mas quando fiquei em frente dos produtores, foi mais simples do que pensava.

Para identificar os voluntários desta atividade, usamos uma metodologia de deixar um caderno com um voluntário para cada produtor motivado deixasse seu nome no quaderno e que eu passasse a recolher e se fazer a melhor seleção.

Aprendi que para se montar um campo de demonstração colaborativo, precisa que todos que vão fazer ou montar campo deve-se programar juntos a campanha, comunicação única, e eu como técnica devo dar toda a informação necessária. Depois passei pela preparação dos campos dos produtores que foram 8 campos preparados e montados.

Depois da preparação dos campos, recebemos a visita de Nampula do IIAM. Durante essa visita, existia muita troca de experiência, principalmente na parte de compassos. Ficamos 30 minutos no debate dos compassos e das parcelas das machambas devido ao declive do nosso distrito. Fez-se a distribuição das estacas. Deu tudo certo.

Eu acho que é por causa deste trabalho que a nossa relação como projecto com Chipe e Curuca tem melhorada. Recentemente, eu vejo que estamos a trabalhar juntos para ficar “acima da linha”, como nós falamos.

No final deste mês, existem dois pontos principais na mandioca que ficaram gravados em mim : [Devemos] Lutar contra o mosaico [referindo se ao vírus do mosaico africano da mandioca] e podridão radicular.  Futuramente gostaria de ser pesquisadora da cultura da mandioca. A cultura da mandioca é a cultura muito importante para a população do Monte Namuli. Só dizer que precisamos de guardar os resultados das nossas variedades melhoradas e locais para podermos fazer a multiplicação das estacas para diminuir a fome da nossa comunidade.

De hoje para diante me sinto segura de dar uma formação sobre cultura de mandioca. Dizer que o trabalho foi cansativo mas valeu a pena estar em frente do processo todo, desde a divulgação dos objectivos, inscrição dos voluntários, entrada do encontro da campanha, recepção das estacas, distribuição das mesmas e o plantio.

E dizer que essas todas etapas estão gravadas em mim.  Eu escrevo essas palavras com amor e não vou parar aqui.  Eu vou continuar a estudar e pesquisar porque há tantas coisas importantes para aprender que eu não sabia antes.